1.5.11

Tem um nó na garganta, que insite em me visitar. Ele sempre chega de surpresa, como quem não quer nada mas diz tudo quando se faz presente. As vezes sufoca que chega a dar sede, outras tantas vezes, faz chover pelos olhos. É quase como se o meu interior tentasse saltar a alma, incomodar e se fazer ser ouvido. Um nó na garganta que desce pro peito, que aperta o coração e de repente, como se fosse mágica, sela as pazes com o esquecimento e se aquieta.